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A
pergunta surge com freqüência, por norma
em resposta a um apelo a sindicalização.
O que é que eu ganho com isso? Pergunta aquele
que não está convencido das virtualidades
da instituição, indispensável à
vida e a democracia.
Acontece que sindicato é precisamente daquelas
coisas de que só nos lembramos quando existem
problemas. Quando eles surgem e são sempre inesperados,
lá está o sindicato a tentar resolvê-los.
Nessa altura, o sindicato ganha sentido e presença
e percebe-se a sua utilidade. Isto é, se um sindicato
estiver atento aos problemas dos trabalhadores e trabalhadoras
e trabalhar no sentido de os resolver, a sindicalização
ocorre com naturalidade, porque o raciocínio
do trabalhador é ”quando tiver um problema
sindicalizo-me”.
Ora, acontece que um sindicato é mais do que
isso, tem uma dimensão social e coletiva que
ultrapassa o problema pessoal, o caso individual, para
se situar no plano de solidariedades coletivas, no qual
se exige consciência social e de classe.
Estamos sindicalizados porque acreditamos que só
a unidade de todos é capaz de se opor à
força do poder instalado, visto que um trabalhador
sozinho perante uma o poder de uma instituição
é nada.
Muitos trabalhadores unidos são, eles próprios,
uma força.
E, depois, é preciso ter consciência de
que um problema de um (a) companheiro(a) de trabalho
será sempre um problema coletivo.
Hoje é ele, amanhã poderá ser você.
É por isso que, independente de haver problemas
individuais para resolver, vale apenas ser sindicalizado.
Designadamente se esse sindicato se chamar Sindicato
dos Servidores Penitenciários do estado da Bahia
– SINSPEB, uma classe de luta.
Criado
por Hugo Nogueira
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